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Secretaria de Estado da Saúde reúne colegiado para discutir o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial

Na ocasião foram discutidas pautas propostas pela SES e municípios, a exemplo da execução das ações dos Plano de Ação Regional (PAR 2023-2026), fluxo de acesso dos usuários com transtornos mentais em conflito com a Lei - Rede Atenção Psicossocial

13/03/2024 às 16h17
Por: Redação Fonte: Agência Sergipe
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Secretaria de Estado da Saúde reúne colegiado para discutir o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu na terça-feira, 12, o primeiro encontro do Colegiado da Rede de Atenção Psicossocial do ano vigente. O evento, que teve a participação das diretorias de Atenção Especializada em Saúde (Daes), da Atenção Primária (Daps) e Operacional da Saúde (Dops), visou a integração dos gestores da rede para discutir o cronograma de 2024. 

Na ocasião, os gestores e representantes dos serviços de cada município discutiram cronogramas da Rede de Atenção, a execução das ações do Plano de Ação Regional (PAR 2023-2026), fluxo de Acesso dos usuários com transtornos mentais em conflito com a Lei - Rede de Atenção Psicossocial, fórum Intersetorial da Rede, ação sobre a Luta Antimanicomial e apresentação dos Programas de Tabagismo e Academia da Saúde, a fim de fortalecer cada vez mais a assistência ao paciente. 

De acordo com a diretora da Daes, Marli Francisca dos Santos Palmeira, o momento foi muito importante para reunir todos os gestores das Regiões de Saúde. “É fundamental evidenciarmos a participação dos níveis de Atenção, tanto no primário, secundário e terciário, pois temos a Rede de Atenção Psicossocial com o potencial macro para que seja fortalecida cada vez mais a assistência ao nosso usuário. O paciente precisa primeiramente ser acolhido na Atenção Primária à Saúde, que é nossa porta de entrada para o atendimento ao usuário”, destacou a diretora. 

Além disso, o Estado conta com uma Atenção Especializada, por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), residências terapêuticas e unidades acolhedoras que funcionam como serviços ambulatoriais nos municípios. Além do componente especializado, existe a Atenção às Urgência Hospitalar, que atua de forma integrada para uma assistência cada vez mais qualificada. 

A assistente social Dilea Lucas de Carvalho, do município de Boquim, foi uma das participantes do colegiado e ressaltou que o momento foi importante para discutir o modelo psicossocial do estado, suas ações e estratégias. “Buscamos sempre a nossa qualificação voltada para cuidar da saúde mental e realizar o acompanhamento dessas estratégias a nível de monitoramento, para que possamos melhorar a incidência no estado. Hoje em dia, temos um adoecimento muito grande da população, o que traz muitos desafios para os municípios, e por isso é muito importante discutirmos nossas ações em prol das pessoas e de um serviço de qualidade”, disse. 

Para o enfermeiro  Robson Alves, do município de Propriá, o colegiado é uma ocasião para inovar nas ações. “Discutir o desenvolvimento das ações é fundamental para pensarmos e atualizarmos a forma como trabalhamos para garantir um cuidado humanizado e qualificado aos pacientes”, contou. 

Saúde mental

No que se refere à assistência, o Estado possui o Complexo Regulatório, que une toda a Rede de Atenção, assim como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em se tratando do componente hospitalar, há uma equipe multiprofissional que tem como porta de entrada o Hospital São José, em Aracaju, como referência estadual para atendimento às urgências e emergências em saúde mental. 

Além disso, com o objetivo de atender às necessidades referentes à saúde mental, o Governo do Estado inaugurou, em 2023, a Unidade de Referência Especializada de Saúde Mental, no Hospital Jessé de Andrade Fontes, localizado em Estância. A ala conta com 15 leitos de enfermaria, sala de convivência, posto de enfermagem e consultório, abrangendo pacientes dos 75 municípios sergipanos, tendo com público-alvo crianças e adolescentes do sexo masculino, na faixa etária de 12 a 17 anos, 11 meses e 29 dias, com transtornos mentais e/ou com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, com e sem comorbidades clínicas, que necessitem de internação.

Também foi inaugurado o serviço de Saúde Mental no Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, no alto sertão sergipano. A unidade conta com dez leitos de enfermaria e um leito complementar do tipo isolamento e, com isso, Sergipe passa a ser um dos primeiros estados a atender uma das resoluções da Lei Antimanicomial.

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